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quarta-feira, 19 de novembro de 2008

20 de Novembro - Dia Universal da Criança


Comunicado
20 de Novembro - Dia Universal da Criança

APFN :: 2008.11.17

A APFN quer associar-se à comemoração do Dia Universal da Criança, instituído pelas Nações Unidas, não só porque importa recordar esse distante dia 20 de Nov de 1959 como o Dia da Declaração dos Direitos da Criança (declaração esta ratificada em 1989 por 192 países), como também importa lembrar que esses direitos incluem a protecção legal de menores contra abuso, exploração e violação, contra trabalho, sem condições e em excesso, em idade precoce, e protecção do seu direito à educação e saúde, e participação em decisões que afectem o seu futuro.

Apesar dos inequívocos progressos dos últimos 100 anos, sobretudo no mundo ocidental, traduzidos por exemplo, em quebras notórias de mortalidade infantil e em números de acesso à educação e à vacinação, são ainda, e sempre, as crianças, as maiores vítimas tanto da pobreza material, como da espiritual...

Com efeito, estima-se que ocorrem em cada ano mais de 50 milhões de abortos, recusando-se o seu simples direito a nascer, incluindo não só locais onde se vive abaixo do limiar de pobreza, como também o mundo do consumismo e materialismo, onde no meio de um clima de crescente “inverno demográfico” o filho único é tantas vezes visto quase e apenas como um”bibelot”; estima-se ainda, que 40 milhões de menores de 15 anos, sofrem ainda abuso e negligência, que 180 milhões, são forçados a trabalhar nas piores condições de trabalho infantil, que 300.000 são forçados a empunhar armas, como soldados e carne para canhão e que 1,2 milhões são vendidos e comprados para serem usados na prostituição...
Serão porventura estes números menos chocantes que os números das economias mundiais agora em crise?

Quem pode ignorar que famílias fortes, unidas e bem apoiadas por políticas de família e uma assistência eficaz, quando necessária, são o melhor garante de que não faltarão às crianças, o afecto, segurança, sentido de pertença, estímulo e motivação, que lhes permitem um crescimento harmonioso e pleno de potencialidades ?

20 de Novembro é certamente, mais um bom dia de reflexão sobre o verdadeiro bem-estar das nossas crianças, o que nos compete fazer, a cada um - enquanto pais ou apenas cidadãos - mas sobretudo aos que são governantes e têm poder para operar mudanças!

terça-feira, 30 de setembro de 2008

AMI apela à reutilização de consumíveis informáticos e de telemóveis


AMI :: 2008.09.30


A reutilização destes equipamentos permite poupar matérias-primas e energia, ao mesmo tempo que reduz o volume de resíduos produzido
A actual produção de resíduos e o consumo de matérias-primas e de energia não são comportáveis com as capacidades do planeta para os regenerar, e este problema torna-se ainda mais insustentável à medida que novos países se juntam ao grupo dos industrializados e consumistas, como é o caso actual da China e da Índia.
A solução para este problema pode passar por acções tão simples como reencher os seus tinteiros e toners vazios ou como enviar o seu telemóvel velho para países menos desenvolvidos, onde este será reutilizado.
A AMI desenvolveu um projecto que serve de exemplo àquilo que pode ser feito. O encaminhamento de 440 mil consumíveis informáticos e telemóveis para reutilização permitiu angariar 220 mil euros, mostrando assim que este problema pode ao mesmo tempo ser uma oportunidade. Estes fundos foram utilizados no financiamento das Equipas de Rua da AMI, que prestam apoio social e psicológico aos sem-abrigo com o objectivo de melhorar a sua qualidade de vida.
Para além de 6.000 empresas que participam neste projecto através dos seus escritórios, vários estabelecimentos e juntas de freguesia já se disponibilizaram para ajudar a AMI na recolha dos equipamentos.
Encaminhe este e-mail, divulgue no seu site ou blog, distribua os nossos folhetos e cartazes.



Para saber como reutilizar os seus consumíveis informáticos e telemóveis, contacte: reciclagem@ami.org.pt.


Fundação AMI
Rua José do Patrocínio, 49 1949-008 Lisboa Tel. 218 362 100 Fax 218 362 199

Criada Rede Nacional de Responsabilidade Social

Portal do Cidadão :: 2008.09.25

Fruto do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido por empresas, administração pública, associações e organizações não governamentais e coordenado pelo Instituto de Soldadura e Qualidade, foi recentemente criada a Rede de Responsabilidade Social das Organizações (RSOpt).

Desenvolvida no âmbito da iniciativa Equal, a RSOpt visa implementar a responsabilidade social em Portugal, que se traduz na integração voluntária de preocupações sociais, económicas e ambientais por parte das organizações, públicas e privadas, nas suas operações e na sua interacção com outras partes interessadas.

Neste sentido, foram associados esforços para a criação de uma Rede Nacional sem fins lucrativos nem quotizações, que procure dinamizar actividades de promoção e implementação de responsabilidade social em Portugal, quer nas instituições públicas quer nas empresas e organizações privadas.

Actualmente o número de membros chega aos 40, estimando-se que no fim do corrente ano possam chegar perto das 200 empresas ou organizações membro da RSOpt.

Está também prevista a realização de uma campanha a nível nacional nos media - rádio, TV e imprensa escrita e online - a dinamizar até ao final de 2008, com o intuito de sensibilizar as pessoas em geral e sobretudo trabalhadores, gestores e empresários para a importância de mudar atitudes, rumo à responsabilidade social e desenvolvimento sustentável.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Destino dos óleos alimentares usados

AMI :: 2008.07.18

Pela primeira vez, vai passar a existir em Portugal, uma resposta de âmbito nacional para o destino dos óleos alimentares usados.
A partir de dia 15 de Julho, a AMI lança ao público este projecto que conta já com a participação de milhares de restaurantes, hotéis, cantinas, escolas, Juntas de Freguesia e Câmaras Municipais.


A AMI dá com este projecto continuidade à sua aposta no sector do ambiente, como forma de actuar preventivamente sobre a degradação ambiental e sobre as alterações climáticas, responsáveis pelo aumento das catástrofes humanitárias e pela morte de 13 milhões de pessoas em todo o mundo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde.
Os cidadãos que queiram entregar os óleos alimentares usados, poderão fazê-lo a partir de agora. Para tal, poderão fazer a entrega numa garrafa fechada, dirigindo-se a um dos restaurantes aderentes, que se encontram identificados e cuja listagem poderá ser consultada no site http://www.ami.org.pt/.
Os estabelecimentos que pretendam aderir, recebendo recipientes próprios para a deposição dos óleos alimentares usados, deverão telefonar gratuitamente para o número 800 299 300.
Este novo projecto ambiental da AMI permitirá evitar a contaminação das águas residuais, que acontece quando o resíduo é despejado na rede pública de esgotos, e a deposição do óleo em aterro. Os óleos alimentares usados poderão assim ser transformados em biodiesel, fornecendo uma alternativa ecológica aos combustíveis fósseis, e contribuindo desta forma para reduzir as emissões de Gases de Efeito de Estufa (GEE). Ao contrário do que por vezes acontece com o biodiesel de produção agrícola, esta forma de produção não implica a desflorestação nem a afectação de terrenos, nem concorre com o mercado da alimentação.
São produzidos todos os anos em Portugal, 120 milhões de litros de óleos alimentares usados, quantidade suficiente para fabricar 170 milhões de litros de biodiesel. Este valor corresponde ao gasóleo produzido com 60 milhões de litros de petróleo, ou seja, o equivalente a cerca de 0,5% do total das importações anuais portuguesas deste combustível fóssil. A AMI dá assim a sua contribuição para favorecer a independência energética do país, conseguindo atingir este objectivo de forma sustentável e com uma visão de longo prazo, não comprometendo outros recursos igualmente fundamentais para o desenvolvimento da sociedade e para o bem-estar da população.
Segundo a União Europeia, o futuro do sector energético deverá passar pela redução de 20% das emissões de GEE até 2020, assim como por uma meta de 20% para a utilização de energias renováveis. Refere ainda uma aposta clara na utilização dos biocombustíveis, que deverão representar no mínimo 10% dos combustíveis utilizados.
A UE determina ainda que os Estados-Membros deverão assegurar a incorporação de 5,75% de biocombustíveis em toda a gasolina e gasóleo utilizados nos transportes até final de 2010 e o Governo anunciou, em Janeiro de 2007, uma meta de 10% de incorporação de biocombustíveis na gasolina e gasóleo, para 2010.
As receitas angariadas pela AMI com a valorização dos óleos alimentares usados serão aplicadas no financiamento das Equipas de Rua que fazem acompanhamento social e psicológico aos sem-abrigo, visando a melhoria da sua qualidade de vida.

Fundação AMI
Rua José do Patrocínio, 49 1949-008 Lisboa Tel. 218 362 100 Fax 218 362 199

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Impresa aumenta ordenados em 5 %


Global Notícias :: 2008.07.18


A Impresa vai atribuir aos seus trabalhadores um aumento intercalar de 5% para quem recebe um vencimento até 1500 euros brutos.

Francisco Pinto Balsemão explicou a medida com "as grandes dificuldades que o aumento dos combustíveis e dos bens essenciais causam às famílias de menores rendimentos".

A Impresa teve um prejuízo de 331 mil euros no primeiro trimestre.

A UGT e CGTP já aplaudiram esta iniciativa.


A questão que agora se coloca é: quem seguirá este bom exemplo?

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Comunicado APFN

No próximo dia 22 de Abril, a APFN celebra o seu nono aniversário, dando início ao 10º ano da sua actividade de promoção da Família, em particular no seu direito a ter os filhos que deseja sem por tal ser penalizada.

Para a celebração deste importante aniversário, estão previstas várias iniciativas ao longo do ano e que culminarão no II Congresso Nacional de Famílias Numerosas no dia 18 de Abril de 2009.

Nesta data, a APFN deseja agradecer a todos quantos nos têm ajudado nesta difícil tarefa, designadamente:
O crescente número de famílias numerosas que, diariamente, se vão inscrevendo como sócias, dando mais força à associação - em breve, ultrapassaremos o número de 7.000 sócios!
As muitas centenas de empresas que conferem descontos aos sócios, fazendo com que "ser mais, custe menos", lema do nosso Plano +famili@;
As empresas que vão celebrando protocolos de colaboração com a APFN, ao abrigo dos quais tem sido possível elaborar projectos de acção mais importantes e de média duração;
As dezenas de autarquias de diversas "cores políticas" que têm posto em prática as nossas propostas, apostadas em se apoiarem nas famílias numerosas como única solução para vencer o Inverno demográfico, em, contraste com a estafada política de construção de rotundas e chafarizes em vilas e cidades cada vez mais desertificadas e envelhecidas;
A comunicação social em geral (imprensa, rádio e televisão) pelo carinho com que nos acolheu desde a primeira hora, reconhecendo-nos como quem fala do que sabe porque vive o que diz, em contraste com os que falam muito e nada dizem porque falam do que ouviram ou leram mal num sítio qualquer de que já nem se recordam.

Infelizmente, não podemos incluir nos agradecimentos o Governo e, muito menos, o Parlamento, ambos fortemente empenhados numa cruzada contra a indispensável e cada vez mais necessária estabilidade conjugal. De facto, quando já ninguém consegue esconder os desastrosos efeitos da instabilidade conjugal no crescente comportamento de risco, desviante, delinquente e criminoso infantil e juvenil, só em Portugal é que alguém se lembraria de liberalizar ainda mais o divórcio e punir ainda mais, quer a nível fiscal, quer a nível de abono de família, os pais casados!

Como anunciámos no momento do nosso nascimento (http://www.apfn.com.pt/Boletim/0/boletim.htm), continuamos de mangas arregaçadas, trabalhando para, à semelhança do que já acontece em algumas empresas e autarquias, tornarmos Portugal num país familiarmente responsável!

Para isso, contem connosco e, quem quiser, junte-se a nós!

16 de Abril de 2008


Rua José Calheiros, 15
1400-229 LISBOA
direccao@apfn.com.pt
Tel: 217 552 603 / 917 219 197 / 919 259 666

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Os pobres estão proibidos

João César das Neves, professor universitário
Diário de Notícias :: 2008.03.31

O mundo moderno orgulha-se da sensibilidade social e preocupação com os necessitados. O Governo faz gala nisso. O nosso tempo acaba de conseguir uma grande vitória na vida dos pobres. Não acabou com a miséria. Limitou-se a proibi-la. É que, sabem, a pobreza viola os direitos do consumidor e as regras higiénicas da produção.

A nova polícia encarregada de vigiar a interdição da indigência é a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica, ASAE. Segundo as regras por que se rege, grande parte dos pequenos negócios, empresas modestas e produtos tradicionais, bem como as vendas, bens e esmolas de que vivem as pessoas carenciadas ficam banidas. É pena, mas não há lugar para pobres na sociedade asséptica que pretendemos.

É evidente que as exigências impostas nos regulamentos e fiscalizadas nas inspecções impossibilitam a sobrevivência das empresas menores. Obras necessárias, aparelhos impostos, dimensões requeridas são inacessíveis, excepto às multinacionais, grandes cadeias e empresas ricas, que a lei favorece. Os pequenos ficam rejeitados. Pode dizer-se que a actuação da ASAE constitui o maior ataque aos pobres desde o fim da escravatura.

Alguns argumentam que não é esse o espírito da lei nem o sentido da acção da Autoridade. Mas as notícias recentes desmentem essa interpretação favorável. O número de velhas tradições alimentares agredidas é tal que deixou de ser novidade. A 14 de Janeiro passado, a ASAE visitou o Centro de Dia de Póvoa da Atalaia, Fundão. Aí impôs obras caras, destruiu a marmelada que tinha sido oferecida pelos vizinhos e levou frangos e pastéis dados como esmola (Lusa, 06.03.2008). O jejum a que a Autoridade condenou aqueles pobres velhos foi feito em defesa da sua higiene alimentar. Parece que ter fome não é contra os regulamentos do consumidor.

Para juntar insulto ao agravo, recentemente a Autoridade lançou a sua "maior operação de sempre" com prisões e apreensões para "celebrar o dia do consumidor" (Lusa, 14.03.2008). Como os selvagens, a ASAE celebra contando escalpes. Entretanto os verdadeiros criminosos continuam a operar e a criar problemas sanitários e ambientais. O mais trágico nesta tolice monstruosa é que, enquanto anda a perder tempo a perseguir os pobres, a ASAE descura a sua verdadeira missão, que é mesmo muito importante.

Será que alguém pode ser tão estúpido, insensível e maldoso? Esta hipótese nunca deve ser descartada, sobretudo nos tempos que correm. Mas a explicação é capaz de ser outra. Só um iluminado pode fazer erros tão crassos. O que realmente se passa é que a ASAE não se considera uma polícia nem se vê a perseguir malfeitores. A sua missão suprema é educar o povo para a segurança alimentar. A finalidade é mudar o mundo. O seu objecto são, não os criminosos, mas toda a população. O que temos aqui é um conjunto de fanáticos com meios para impor às gentes ignaras o que julga ser o seu verdadeiro bem. Desta atitude saíram as maiores catástrofes da história.

Mas a culpa última não é da ASAE. Ela é responsável pela arrogância, tolice e insensibilidade com que aplica a lei. Mas a origem está nas autoridades portuguesas e europeias que criaram um tal emaranhado de ordens, regras e regulamentos que impedem a vida comum. A incongruência e irresponsabilidade da legislação, nas mãos de fanáticos, criam inevitáveis desgraças. A lei anula-se a si mesma. Ao promover o consumidor esquece o produtor, ao favorecer o investimento ignora o ambiente, ao cuidar do mercado desequilibra a saúde. Quem queira cumprir à risca o estipulado não sobrevive. Nem sequer quem o impõe: "Sede da ASAE [no Porto] não cumpre regras impostas pela ASAE" (JN, 17 de Fevereiro).

Numa sociedade democrática, a responsabilidade última está nos eleitores. Os séculos futuros vão rir de um tempo tão ingénuo que quis leis e regulamentos para todo e qualquer aspecto da vida. Esta obsessão legalista, mecanicista, materialista, se nos traz ganhos importantes, acaba por asfixiar a realidade. Como sempre, os pobres são os primeiros a sofrer.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

As 37 Melhores Empresas para trabalhar

A Revista Exame, ed.286 de Fevereiro de 2008, realizou um estudo para apurar quais as Melhores Empresas para Trabalhar em Portugal.

As melhores empresas
A Microsoft ocupa o primeirolugar do ranking de 37 empresas.
1 Microsoft
2 Re/Max
3 Genzyme
4 Abreu Advogados (melhor pequena/médiaempresa portuguesa para trabalhar)
5 Ericsson
6 Roland Berger
7 Orizon
8 Linklaters
9 Accenture
10 Johnson Diversey
...

Metodologia
O desafio à candidatura de Melhor Empresa para Trabalhar em Portugal foi lançado publicamente, e todas as empresas presentes em Portugal puderam participar sem qualquer custo de inscrição.As empresas qualificadas no ranking agora apresentado são resultado de um exigente processo de apuramento que partiu de cerca de 250 empresas candidatas, representando diversos sectores de actividade, dimensões e tipologias, de empresas públicas a privadas, nacionais e multinacionais. O apuramento envolveu, num primeiro momento, a resposta a um inquérito, em papel ou on-line, alargado a todos os colaboradores de cada uma das empresas participantes. Considerando apenas o universo das empresas qualificadas para o ranking final, contámos com um total de 17 965 respostas, o que revela um índice de participação notável. De facto, uma vez que o estudo foi dirigido a todos os colaboradores, e não apenas a uma amostra, ter uma taxa média de resposta acima dos 50% revela um claro esforço e empenho de todos, especialmente se tivermos em consideração que seis das empresas qualificadas contam com mais de 2 mil colaboradores. Também a gestão de cada uma das empresas foi chamada a partilhar a sua opinião sobre o clima organizacional vivido, através de um Inquérito à Gestão, avaliado pela H&S de acordo com os princípios e melhores práticas nacionais e internacionais de gestão do capital humano, e confirmado in loco pela equipa de profissionais da revista EXAME. […]