terça-feira, 18 de novembro de 2008

CNAI do Porto cria Gabinete de Apoio à Educação para ajudar ImigrantesData


Portal do Cidadão : 2008.11.11


O Centro Nacional de Apoio ao Imigrante (CNAI) do Porto conta desde o início de Novembro de 2008 com um Gabinete do Ministério da Educação, que prestará um serviço de apoio a jovens e adultos imigrantes, em questões relacionadas com ensino e formação profissional.


Este gabinete presta apoio aos imigrantes em questões relacionadas com a educação, nomeadamente no que se refere a matrículas e transferências de estabelecimento de ensino básico ou secundário, ao encaminhamento e integração dos jovens e adultos em cursos de formação profissional, ao auxílio nos processos de obtenção de equivalências ou de candidaturas aos apoios da Acção Social Escolar e à orientação no acesso aos Cursos de Português para Todos ou às Provas de Língua Portuguesa.
Os Centros Nacionais de Apoio ao Imigrante, são um projecto do Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural (ACIDI) e visam acolher e dar informação aos imigrantes. Os CNAI funcionam em Lisboa e no Porto.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

A mudança foi antes


Público :: 2008.11.12
Rui Ramos , Historiador

Ao reeleger Bush, muitos conservadores pensaram que iriam refazer o mundo à sua imagem e semelhança. Viu-se
Uma adivinha: o que é que tem a retórica de Bill Clinton, as ideias e as políticas de Bill Clinton, o pessoal que serviu Bill Clinton, e ganhou como Bill Clinton em 1992, mas não é Bill Clinton? Resposta: Barack Obama. E porque é que não nos convém vê-lo assim, como a reedição revista dos líderes de esquerda que governaram o Ocidente na década de 1990? Porque não queremos renunciar ao mito da "mudança", que há décadas anima as eleições no Ocidente.
De Obama, numa espécie de racismo virado do avesso, só nos tem interessado a cor da pele. A semana passada, no Washington Post, Anna Applebaum contou a história de uma amiga conservadora, absolutamente determinada a votar McCain, mas que no dia da eleição acabou por escolher Obama, por esta simples razão: porque tinha de votar no primeiro Presidente de cor, de "partilhar" esse momento que até McCain e Bush admitiram ser "histórico". Nesta eleição americana, mesmo a mais avisada gente preferiu, às complexidades do debate político actual, a opção fácil e sentimental de reviver imaginariamente a abolição da escravatura e da segregação, como se tivessem acontecido agora, graças a eles, e não há algumas gerações, com o esforço e sacrifício de outros.
Há aqui um curioso paralelismo: tal como na economia andámos a viver de crédito, passámos em política a viver de símbolos e emoções. O sistema político funcionou desta vez como o sistema financeiro, alavancando velhas retóricas e ideias antigas com um psicodrama histórico, e vendendo depois o pacote como uma novidade absoluta, destinada a fazer os compradores sentirem-se muito contentes consigo próprios e a sua capacidade de mudar.
Os mais determinados em acreditar que Obama vai alterar tudo foram os seus adversários mais facciosos: a direita conservadora americana nunca previu menos do que uma revolução bolchevista. Em contrapartida, à esquerda, já muita gente tem ao lume o conhecido guisado da "esperança traída", que servirá para provar mais uma vez que dos EUA nem bom vento, nem bom presidente.
Não haverá diferenças? É claro que haverá. Mas levarão essas diferenças à grande "transformação" que alguns anteciparam ao festejar Obama? Há quatro anos, ao reeleger Bush, muitos conservadores convenceram-se de quem também eles podiam refazer o mundo à sua imagem e semelhança. Viu-se. O mundo não é plasticina. Para começar, porque este é um mundo em que nem toda a gente pensa da mesma maneira - o que, numa democracia, torna complicadas as refundações. Apesar da impopularidade de Bush, da crise financeira e da simpatia de Obama - isto é, nas piores circunstâncias imagináveis para os republicanos -, 46 por cento do eleitorado escolheu o candidato republicano, que em 2008 conseguiu mais votos do que em qualquer eleição dos últimos 30 anos, excepto 2004.
Obama, cujo principal objectivo há-de ser a reeleição em 2012, não se esquecerá disso. Por alguma razão, ele diz acreditar no casamento como "uma união sagrada" (sic) entre uma mulher e um homem, explica que sairá do Iraque apenas para entrar no Afeganistão, e propõe-se salvar as "classes médias", e não iniciar uma revolução de descamisados. A sua esquerda é aquela que foi corrigida por Clinton para um país mais conservador e mais capitalista do que a Europa.
Ninguém sabe como vai ser a presidência de Obama. Mas sabemos o que ele promete: injectar dinheiro na economia e impedir que o poder dos EUA seja posto em causa. Tal como Bush. No fundo, o grande problema é que nós já mudámos há algum tempo: formamos hoje, no Ocidente, as mais prósperas e envelhecidas sociedades que alguma vez existiram no planeta. Mudar seria talvez reconhecer, não o que podemos, mas o que não podemos. Não podemos sustentar o nível de vida a que nos fomos acostumando, graças ao crédito barato e aos preços baixos made in China. Não podemos esperar um mundo consensual e formatado segundo os nossos padrões e preferências, quando pela primeira vez desde o século XVIII o resto do mundo produz mais valor do que o Ocidente (daqui a 20 anos, a China terá uma economia maior do que a dos EUA). Mas, ao mesmo tempo, os nossos hábitos e expectativas não nos permitem renunciar a nada: nem ao conforto em casa, nem à glória no mundo. Por isso, a política que preferimos é esta: a que fala de uma mudança a acontecer, para não ter de enfrentar a mudança que já aconteceu.
Há anos que andamos a adiar esse momento de lucidez - o que temos conseguido, graças a banqueiros engenhosos e a líderes intervencionistas como Clinton e Bush. Com sorte, talvez Obama consiga adiar o choque da realidade durante mais uns anos.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

EUA/Eleições: Conservadorismo triunfou nos referendos locais

Diário Digital / Lusa :: 2008.11.06

A vaga democrata que levou Barack Obama à Casa Branca, não impediu os norte-americanos de mostrar nos referendos locais o seu apego aos valores tradicionais, rejeitando em vários Estados o casamento homossexual.
Para além do voto presidencial, os eleitores foram também chamados a pronunciar-se sobre 153 referendos e iniciativas populares em 35 Estados.A Florida, o Arizona, o Arkansas e sobretudo a Califórnia adoptaram propostas que proíbem o casamento homossexual. Na Califórnia, apenas seis meses depois do Supremo Tribunal do Estado ter considerado inconstitucional proibir o casamento homossexual, «a Proposta 8», alvo de intensos debates e de uma dispendiosa campanha na Califórnia, propôs uma alteração constitucional, afirmando que «só o casamento entre um homem e uma mulher é um válido e reconhecido na Califórnia». Iniciativa de grupos conservadores, o «8» foi aprovado com 52,1 por cento dos votos a favor e 47,9 por cento contra, o que representa um sério revés para a comunidade homossexual, lançando na incerteza as 18.000 uniões do mesmo sexo concluídas em Califórnia estes últimos meses.
Para além da Califórnia, só o Massachusetts e, recentemente, o Connecticut tinham legalizado o casamento homossexual. Os outros 47 Estados americanos proíbem-no. «Não há nada na linguagem da proposta 8 que diga que é retroactiva, então o nosso casamento continua a ser válido. Mas estamos inquietos pelos jovens», afirmou a uma cadeia da televisão local o actor da série «Star Trek», George Takei, que casou com o seu parceiro Brad Altman em Setembro. No Arizona, a proibição dos casamentos homossexuais foi adoptada por 56 por cento dos votos a favor e 44 por cento contra e na Florida o resultado foi ainda mais claro, com 62 por cento a favor e 38 por cento contra. Entretanto, no Arkansas, os eleitores decidiram impedir a adopção de crianças por casais não casados, homossexuais ou não.
«Estamos desiludidos e tristes com os resultados no Arkansas, Arizona e Florida onde vimos passar leis que visam ferir casais e famílias que se amam», declarou quarta-feira em comunicado Neil Giuliano, presidente da organização de defesa dos direitos dos homossexuais GLAAD. Para Jennie Drage-Bower, analista política para a Conferência Nacional dos Eleitos dos Estados, a rejeição californiana «não é realmente uma surpresa, porque desde 1998 nos cerca de trinta de Estados que se pronunciaram contra o casamento homossexual, apenas um rejeitou a proibição».
Segundo a mesma fonte, a candidatura de Barack Obama favoreceu mesmo a proibição do casamento homossexual, já que, de acordo com as sondagens, os eleitores negros são tendencialmente contra este tipo de união. «A sua candidatura aumentou a participação dos Afro-Americanos que votaram neste sentido», explicou.
Os referendos locais colocaram ainda outra pergunta sensível, caso da discriminação positiva em prol das minorias. Cinco Estados propunham desfazer-se de tais medidas, Arizona, Colorado, Missouri, Nebraska e Oklahoma. A rejeição da discriminação positiva foi aprovada no Nebraska por 58 por cento dos votos a favor e 42 por cento contra, enquanto no Colorado, os resultados definitivos, muito próximos, ainda não são conhecidos mas apontam para uma rejeição.
té agora quatro Estados norte-americanos, Califórnia, Estado de Washington, Michigan e o Nebraska baniram a discriminação positiva. Entre as propostas liberais, o Michigan tornou legal o uso medicinal da marijuana e o Estado de Washington permitiu o suicídio assistido dos pacientes em fase terminal. Limites ao aborto foram também submetidos, em vão, a votação no Dakota do Sul e no Colorado.

Maioria dos americanos a favor de limitar aborto

Zenit http://www.zenit.org/ :: 2008.10.15

90% deseja reduzir os pressupostos para interromper a gravidez


Uma ampla sondagem realizada nos Estados Unidos evidencia que quase todos os cidadãos deste país pensam que o aborto deve ser restringido. A sondagem, realizada para os Cavaleiros de Colombo pelo Instituto Marista de Opinião Pública, entre 24 de setembro e 3 de outubro, tinha como objectivo facilitar a comparação da opinião dos votantes católicos com a do eleitorado em geral.
Perguntava-se qual de seis afirmações era a mais próxima da sua opinião pessoal sobre o aborto. Apenas 8% dos residentes nos Estados Unidos escolheram a afirmação de que o aborto deveria ser livre em qualquer etapa da gravidez.
A mesma percentagem disse que o aborto deveria ser permitido apenas durante os primeiros seis meses de gravidez; 24% se mostraram partidários de colocar limite nos três primeiros meses de gravidez. A maior percentagem, 32%, disse que o aborto deveria ser permitido apenas nos casos de violação, incesto ou para salvar a vida da mãe.
Cerca de 15% optou pela quinta possibilidade: que o aborto seja permitido apenas para salvar a vida da mãe. E 13% dos participantes afirmaram que o aborto não deveria ser permitido em nenhuma circunstância.
A sondagem indica que mesmo entre aqueles que se consideram partidários da «liberdade de escolha», 71% eram favoráveis à restrição do aborto. Destes, 43% queriam restringir o aborto ao primeiro trimestre, 23% só o aceitaria em casos de violação, incesto ou para salvar a vida da mãe.
O supremo cavaleiro de Colombo, Carl Anderson, disse que os resultados da sondagem apontam o facto de que «o termo 'pela liberdade de escolha', quando se aplica amplamente, necessariamente polariza o debate do aborto e mascara o facto de que há um amplo consenso entre os americanos quanto a que o aborto deveria ser restringido de modo significativo».

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Convite


Caros Amigos,


Para o final de tarde desta 6ª feira, dia 7 de Novembro, a In Familia convidou um ilustre amigo para nos acompanhar: Dr. António Pinheiro Torres! Lisboeta, advogado, ex-deputado, e um dos mais activos líderes associativos em Portugal.

Uma pessoa extraordinária que se dispôs a partilhar connosco a sua experiência e sabedoria!


Se preetnder estar presente, envie um e-mail para info@infamilia.org, para providenciarmos o jantar!


Local
IPJ - Instituto Português da Juventude - Rua de Sta Margarida - Braga

Programa
19 h - início da projecção do filme "O Inverno demográfico

20 h - Jantar / convívio (será servido no local pelo preço simbólico a definir conforme o nº de participantes)

21 h - Palestra "O Papel da Família na Sociedade"

- O(s) direito(s) da família: protecção, apoio por parte da sociedade e do Estado

- A relação da família com outras estruturas sociais (associações cívicas, escolas, igrejas, instituições de solidariedade…)


Lá estaremos para 2 dedos de conversa e para aprender qualquer coisa mais!


In abraço!

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Despesómetro’ para ajudar Portugueses na Poupança


Portal do Cidadão :: 2008.10.31


Para assinalar o Dia Mundial da Poupança, 31 de Outubro, a Direcção-Geral do Consumidor apresenta o “Despesómetro”, uma ferramenta gratuita que poderá ajudar os portugueses na gestão do orçamento familiar.

A
Direcção-Geral do Consumidor, em parceria com a iniciativa ABC do Dinheiro, disponibiliza na Internet uma ferramenta gratuita de gestão e controlo do orçamento, que pode ser utilizada em qualquer lugar e a qualquer hora – o “Despesómetro”. O download é gratuito e pode ser efectuado online, através do site da iniciativa.

O “Despesómetro” é um software para telemóvel que permite ao cidadão, de forma simples e prática, gerir o orçamento e as despesas do dia-a-dia, estabelecendo limites a gastar em determinada área, bem como verificar quanto e onde já gastou o seu dinheiro em determinada semana ou mês, entre outras funcionalidades.

Ainda a propósito do Dia Mundial da Poupança, também a
Deco lança uma iniciativa que pretende dar algumas respostas à crescente preocupação dos cidadão. Assim, aquela associação vai abrir o seu serviço telefónico ao público em geral, durante o dia 31 de Outubro, para desfazer dúvidas sobre investimentos e produtos financeiros.
Os contactos podem ser efectuados das 10:00h às 13:00h e das 14:00h às 17:00h, através dos telefones 808 200 147 e 21 841 87 89.
José Maria André, Professor Universitário
Alguém já reagiu neste blogue contra a pretensão de que os animais têm os mesmos direitos dos homens. Porque, por mais incrível que pareça, uma associação veio a público defender que a dignidade humana não é um valor superior ao da dignidade dos animais (esta é a posição de uma associação intitulada Animal, ver a referência aqui).

A diferença entre os seres humanos e os bichos é patente aos olhos de todos. Nem é possível pô-la seriamente em causa.
Como interpretar, então, aquela tomada de posição, equiparando os homens aos outros animais?
As limitações dos bichos são de tal ordem que não é possível enganar-se: ninguém discute filosofia com o seu gato, ou pede à rã que lhe conserte o automóvel. Por mais afectividade que se projecte num urso de carne e osso, ou num urso de peluche, ninguém confunde as capacidades de um animal, a ponto de o julgar livre e responsável. ~

Talvez a questão esteja na compreensão do que é o ser humano: para alguns, o ser humano tem vindo a ser tão desprezado na sua dignidade altíssima, que já desceu ao nível dos bichos.
A Associação Animal ilustra um caso extremo da degradação da cultura, mas infelizmente não a podemos tomar como um exemplo sem paralelo.
A sociedade actual regista muitos casos de pessoas profundamente infelizes. Não são necessariamente pobres ou doentes, mas pessoas que não encontram nenhum motivo para viver. Talvez os outros não as desprezem, mas elas desprezam a sua própria vida.
Quando falamos de acolher os outros, de proteger a vida (rejeitando o aborto, a eutanásia e todas as formas de degradação do ser humano), muitas vezes deparamos com interlocutores que não aceitam este ideal e, continuando a conversa, descobrimos que, no fundo, não se aceitam, não vêem em si mesmos um sentido, um valor.

Recordo debates em que alguém, defendendo o aborto, desejava para si mesmo o alívio de não ter nascido.
A vida exige coragem e esforço. Por vezes, os desafios são tão grandes que nem isso basta: são indispensáveis os amigos. E, às vezes, nem isso é suficiente: é preciso estar muito perto de Deus.
Apesar de tudo, a vida também é sinónimo de felicidade. É como aqueles jogos de futebol em que chegamos ao fim transpirados, ofegantes, com alguma nódoa negra... mas que voltaríamos a jogar, ainda com mais entusiasmo.

Os animais não têm o imenso direito de serem felizes. Ficam-se por um contentamento animal, de instinto satisfeito.
Só nós, seres humanos, temos o direito de ser felizes, porque a felicidade é o fruto da liberdade. A liberdade convoca-nos a uma tarefa imensa, uma canseira para toda a vida. Poderá ser extenuante... Vale a pena!